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  • Foto do escritorPsicóloga Angelita Eccel

Adolescência e a pandemia

Atualizado: 25 de out. de 2022


Essa reflexão possui o propósito de pensarmos juntos sobre os adolescentes, devido a quarentena vivenciada. Bem como, servirá para próximas crises que possam vir a abalar a sociedade.


De certa forma é difícil para todos, mas em especial para os jovens. Eles podem mais facilmente ser tomados pelo tédio, tristeza, inseguranças. Por isso, precisamos encontrar algumas aberturas, a fim de, ajudá-los a encontrar algumas saídas para não ficarem revoltados, estressados ou depressivos.


O adolescente às vezes parece um barco à deriva, sem direção. Existem vários fatores que levam os mesmos a se sentirem perdidos, entre eles:


*Passam pelo abandono do corpo infantil;

*Na maioria das vezes, são egocêntricos;

*Possuem necessidade de pertencerem a um grupo;

*Muitas ocasiões os colocam em instabilidade emocional;

*Alguns sofrem em períodos de crises ou catástrofes por terem aulas à distância, com isso, possuem mais dificuldade nas aprendizagens. Alguns por estarem cursando o 3° ano, outros por estarem fazendo cursinho para ingressar em uma faculdade, enfim e existem aqueles que estão ansiosos por causa do ENEM.

*Incertezas de qual profissão ou qual faculdade seguir;

*A maioria dos jovens está em sofrimento por causa do tédio;

*É normal estarem na busca constante de autonomia;


Para os adolescentes decorre uma ambivalência de sentimentos em questões relacionadas a sua independência, ao mesmo tempo em que são cobrados para terem responsabilidades de um adulto, os jovens não desfrutam de algumas liberdades que os adultos possuem. Na maioria das vezes, os pais não permitem que os filhos saiam com os amigos, ou quando permitem é com muitas recomendações e com horário para o retorno. Inclusive, devemos pontuar que entendemos os pais, em virtude de tantas violências, drogas e perigos.


Além disso, o cérebro humano termina de se formar aos 18 anos. Então, se faz necessário um cuidado, porém, para o adolescente, ele não entende como proteção, mas como uma falta de liberdade. Com isso, levando esse jovem muitas vezes aos conflitos internos. Alguns encontram a forma de se expressar através da agressividade de palavras ou atos contra as pessoas próximas, e em algumas ocasiões contra si.


A adolescência é marcada por inúmeras mudanças, entre elas, as biológicas, hormonais, cognitivas, e as de trato social. Os jovens passam a ser reconhecidos em grupos, onde passam a demonstrar em muitas ocasiões uma explosão de sentimentos, às vezes, amam muito ou odeiam.


É premente a importância de abrirmos um espaço de fala para os jovens e cabe aos pais a escuta nesse primeiro momento; ou devem encaminhar o adolescente para um profissional da área da saúde mental. Devemos garantir ao jovem não só segurança física, mas também segurança mental, a fim de que ele possa se sentir tranquilo para falar, experimentar, crescer e se desenvolver um adulto saudável.


Um fator a ser cuidado é que, muitos possuem dificuldade de expressar sobre si e de seus sentimentos. Se o jovem aceitar conversar, não perca essa oportunidade, ela pode ser a única. É preciso ter respeito por esse jovem, pois cada um possui a sua singularidade. Evite falar "no meu tempo era assim" ou assado.


Interessante, que nesse momento de conversa não exista tabu e nem preconceitos. Os pais às vezes se enganam em não falar sobre os assuntos que são pontuais para os adolescentes, como sexualidade, álcool e outras drogas, relacionamentos, a internet, os jogos, e os seus benefícios e malefícios. Lembre-se que esse jovem está em formação e a sua maior busca é o novo - para formar sua identidade.


Enfim, abra oportunidade desse jovem fazer algo lúdico, como jogos, escutar música, algo relacionado a artes, filmes etc. Também, dê a ele a oportunidade de falar dos seus sonhos, e caso ele não consiga, se empreste como sujeito. Tenha uma ideia criativa, normalmente jovem gosta de aventura, recorde de algo que você fez ou gostaria de ter feito em sua adolescência e divida com ele, assim incentivando ele a fazer planos para pós pandemia, pós catástrofes e/ou crises.


Lembre-se, no período da adolescência, o jovem busca nos amigos a sua segunda família, então, não complique e sim simplifique: permita os encontros virtuais, se possível convide algum amigo de seu filho para vir na sua casa e lhe receba com carinho. Com essa oportunidade você terá a admiração de seu filho(a) e o reconhecimento dos amigos. Em um futuro próximo você vai ouvir seu filho dizer: "O meu amigo disse que o tio ou a tia é tri massa.”


Psicóloga Angelita Eccel

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