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  • Foto do escritorPsicóloga Angelita Eccel

Amor e pandemia

Atualizado: 25 de out. de 2022



Amor, uma palavra pequena e tão sublime, porém com muitos significados.

Às vezes surgem alguns questionamentos como, o que é o amor?


O amor é o maior sentimento que o ser humano pode ter, pois ele transborda no carinho, na empatia, na generosidade, na sabedoria, no altruísmo, entre outros.


Um sujeito que é constituído com amor tem muito a oferecer, além disso, é de uma sabedoria extrema.


Em tempos de pandemia, catástrofes, guerras, parece que o amor é muito bem regado, pois desabrocha lindamente nos corações e nas atitudes das pessoas. Acredita-se que o amor pode dar sentido à vida, talvez possa ser o alimento mais saudável para a alma.


Quando olhamos o outro sem julgamentos, isso se chama amor.

Quando fizemos o bem sem olhar a quem, isso se chama amor.

Quando conseguimos observar um pedido de socorro só pelo olhar, isso se chama amor.

Quando percebemos que algo não vai bem e de alguma forma ajudamos, isso se chama amor.

Quando eu me cuido pensando em mim e no outro, a fim de não prejudicar o próximo, isso se chama amor.

Quando alguém falha e não lhe julgo, pelo contrário lhe acolho e lhe ajudo a refletir sobre aquela experiência, isso se chama amor.

Quando sabemos que alguém necessita algo, então me coloco a disposição, isso se chama amor.

Quando me empresto como sujeito para algumas crianças para ajudar na subjetivação, isso se chama amor.

Quando tenho convicção que sempre terei algo para oferecer como: um sorriso, meus ouvidos, um abraço (mesmo virtual), uma palavra de coragem. Isso se chama amor.

Quando busco a minha criança interior em alguns momentos, com isso brinco e dou risadas, isso se chama amor próprio.

Quando olho para um filho e lhe digo, você precisa apreender a voar, por mais que sofra com o ninho vazio, isso se chama amor.

Quando aprendo a dizer não em algumas ocasiões, com essa atitude irei evitar outros momentos difíceis, isso se chama amor.

Quando compreendo que a minha liberdade termina onde começa a do outro, isso se chama amor.

Quando percebo que em momentos de crise, catástrofe ou pandemia, servem de alguma forma, para aprimorar alguns valores, isso se chama amor.

Quando observo que estou sufocando o outro com o meu controle, então preciso mudar, isso se chama amor.

Quando olho para meu filho e espero que ele realize todos os meus sonhos e desejos, porém, quando percebo que preciso trabalhar os meus sentimentos e desejos. Porque devo deixar meu filho ter os seus próprios desejos, pois isso lhe constituirá como sujeito. Isso se chama amor.

Quando entendo que a fala ou algo que o outro fez me atravessou, isso é sobre algo meu e não do outro, isso se chama amor.

Quando desejo a mudança de atitude da outra pessoa, mas percebo que a mudança em todos os momentos são minhas e não do outro, isso se chama amor.

Quando olho para o outro e entendo que cada sujeito é único e singular, isso se chama amor.

Quando compreendo que cada pessoa tem o seu tempo de entendimento e aprendizagens. Que também existem vários tipos de inteligências, isso se chama amor.

Enfim, que o amor possa prevalecer sempre nos nossos sintomas. Quem sabe no próximo DSM ou no próximo CID possamos encontrar um novo transtorno. “O Transtorno do Amor”.


Psicóloga Angelita Eccel

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